quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

MIRAGEM

Enxergo a bruma, ao tentar focar.
Linhas curvas fronteiras... um corpo nu vejo.
O tempo passa..  foco esta imagem.
Decido vontade... sentir, o desejo;
Apenas realizo uma bela miragem.

Qual deserto em areia fina.
Brilhante, dourada sem cor que defina;
Movedico sinto meu corpo ficar.
Tremuras de algo me ocupa os sentidos,
Acometo em forma correcta, o meu olhar...
foco um definido corpo que quero encontrar.

Sem torturas, nem preceitos,
debruco meu descernimento...
Da bruma nada fica... leva-a o vento.
Belas dunas se formam em peitos,
Lisos, erectos, lindos em coragem.
Sorriu o desejo... Na minha miragem.

Se estou certo ou errado nao sei,
Tocar estas dunas, eu quero chegar,
o futuro o dira... nao saberei,
se esta areia vira em meu pomar.
Tao brilhante e dourada assim a criei,
mexida em vento que corre em aragem,
Assim se mexe a minha miragem.

As formas em pensamento ocorrem,
linhas, esbocos, esculturas se fazem.
Ao criar esse espaco me cometo,
segurar ideias sem que me tormentem,
mas... desejo e alinho, em carvao e pergaminho,
escrevo poemas desta miragem.

Quero por fim, focar ao chegar,
Decidir em poder real a triagem.
Adoro e amo, sem poder ver...
Tocar ou falar com esta coragem,
mas um dia nas maos, poder eu ter,
real... em desejo... a minha miragem.

22 Dezembro 2011

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